Edital Sefaz SP: 60 vagas de R$ 11.359,50

Edital Sefaz SP com 60 vagas de Analista para qualquer graduação. Veja as três áreas, a pontuação das provas e as notas mínimas de corte.

Edital Sefaz SP: 60 vagas de R$ 11.359,50

Edital Sefaz SP: 60 vagas de R$ 11.359,50 para qualquer graduação

A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo publicou o edital de Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas, com a FCC na organização e inscrições abrindo em 5 de outubro. Antes de qualquer coisa, um alerta: se você pesquisar “concurso Sefaz SP” agora, vai encontrar manchetes de 200 vagas e salário de R$ 21 mil. Esse concurso não é este — e as inscrições dele já se encerraram. Explicamos a diferença abaixo e, depois, mostramos a conta de pontuação deste edital, que revela algo surpreendente sobre onde a vaga realmente se decide.

Resposta direta: são 60 vagas de Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas, divididas igualmente em três áreas — Orçamento e Finanças Públicas, Contabilidade Pública e Ciência de Dados e TI — com 20 vagas cada. A remuneração é de R$ 11.359,50 e a exigência é apenas nível superior em qualquer área de formação. Inscrições de 5 de outubro a 3 de novembro de 2026, taxa de R$ 150,00, com isenção de 5 a 9 de outubro. A prova é em 13 de dezembro de 2026, em três partes no mesmo dia: 80 questões básicas pela manhã, 40 específicas e uma discursiva à tarde, somando 352 pontos. Há ainda avaliação de títulos, classificatória.

🏛
Sefaz SP
APOFP
⚖
FCC
Banca
📌
60 vagas
20 por área
💰
R$ 11.359,50
Remuneração
🎓
Superior
Qualquer área
📅
Abre 05/10
Até 03/11
✏
13/12/2026
Prova
📈
352 pontos
Em 3 provas

⚠️ Não confunda os dois concursos da Sefaz SP. O que circula com 200 vagas e R$ 21.177,10 é o concurso de Auditor Fiscal da Receita Estadual, cujas inscrições se encerraram em 9 de janeiro de 2026 e cujas provas foram aplicadas em 28 de fevereiro e 1º de março de 2026. Não dá mais para entrar nele. O edital aberto agora é de Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas: 60 vagas, R$ 11.359,50, prova em dezembro. São cargos, salários e exigências diferentes — e quem estudar pelo programa do Auditor vai se preparar para a prova errada.

Os dois concursos da Sefaz SP, lado a lado

— Analista (APOFP) Auditor Fiscal
Situação Inscrições a partir de 05/10/2026 Encerrado — provas aplicadas em fevereiro e março de 2026
Vagas 60 200
Remuneração R$ 11.359,50 R$ 21.177,10
Taxa R$ 150,00 R$ 170,00
Prova 13/12/2026 28/02 e 01/03/2026

Vale conhecer a composição do salário do Auditor, porque ela explica a diferença: dos R$ 21.177,10, apenas R$ 13.008,79 são salário-base — os outros R$ 8.168,31 são prêmio de produtividade, que corresponde a 38,6% da remuneração e está vinculado a resultados. O Analista, por sua vez, tem a remuneração de R$ 11.359,50 como referência inicial do cargo.

As três áreas e a divisão das 60 vagas

Área Total Ampla concorrência PcD
Orçamento e Finanças Públicas 20 19 1
Contabilidade Pública 20 19 1
Ciência de Dados e Tecnologia da Informação 20 19 1
Total 60 57 3

💡 O ponto que torna este edital incomum: a exigência é nível superior em qualquer área de formação. Para uma vaga de R$ 11.359,50, isso é raro — e significa que quem se formou em qualquer curso pode disputar as três áreas, inclusive a de Ciência de Dados e TI. A escolha da área, portanto, não depende do seu diploma: depende de onde você tem mais chance na prova de específicas. Como as 20 vagas são idênticas nas três, a decisão estratégica é simplesmente escolher o bloco de conteúdo em que você pontua melhor. (Leitura nossa.)

A conta de pontuação: a discursiva vale mais que as 80 questões básicas

Aqui está a descoberta mais importante deste edital. A prova tem três partes e elas não valem o que o número de questões sugere:

Prova Questões Pontos Por questão % do total
P1 — Conhecimentos Básicos (manhã, 4h) 80 112 1,40 31,8%
P2 — Conhecimentos Específicos (tarde, 4h) 40 120 3,00 34,1%
P3 — Discursiva (estudo de caso) — 120 — 34,1%
Total 120 352 — 100%

💡 Três conclusões que reorganizam todo o cronograma:
1. Cada questão de específicas vale 3,00 pontos e cada uma de básicas vale 1,40. Uma específica equivale a 2,14 básicas.
2. A discursiva sozinha vale 120 pontos — mais do que as 80 questões básicas juntas, que valem 112. Quem trata a discursiva como detalhe final está abrindo mão do maior bloco isolado da prova.
3. Somando específicas e discursiva, 240 dos 352 pontos — 68,2% da prova — estão em apenas 40 questões e um texto. As 80 questões básicas, que consomem a maior parte do tempo de estudo da maioria dos candidatos, respondem por menos de um terço. (Cálculos nossos a partir da pontuação do edital.)

O tempo de prova confirma essa lógica: são 4 horas para 80 questões em P1 — 3 minutos cada — e 4 horas para 40 questões em P2, o dobro de tempo por questão. A banca sinaliza no próprio cronograma que as específicas são mais densas.

As notas mínimas: quatro cortes, não um

Não basta somar pontos. O edital estabelece quatro barreiras independentes, e falhar em qualquer uma elimina:

Exigência Mínimo Equivale a
P1 — Conhecimentos Básicos 45 de 112 40,2%
P2 — Conhecimentos Específicos 48 de 120 40,0%
Soma P1 + P2 116 de 232 exatamente 50%
P3 — Discursiva 48 de 120 40,0%

⚠️ A armadilha da terceira linha: atingir o mínimo em P1 e em P2 separadamente não garante aprovação, porque existe um corte adicional na soma das duas: 116 pontos, exatamente metade. Fazendo as contas: quem tira o mínimo nas duas provas isoladas soma 45 + 48 = 93 pontos — e está 23 pontos abaixo do corte conjunto. Ou seja, não dá para sobreviver com o mínimo nas duas: é preciso ir claramente acima do piso em pelo menos uma delas. Como cada questão de específicas vale mais que o dobro de uma básica, é em P2 que esses 23 pontos são mais baratos de conquistar — oito questões específicas resolvem, contra dezessete básicas. (Cálculo nosso.)

O que cai na prova de básicos

A P1 reúne um leque amplo, bem típico de concurso da área fiscal e de planejamento:

Administração Geral · Direito Administrativo · Direito Constitucional · Economia · Língua Portuguesa · Matemática Financeira · Estatística · Administração Financeira e Orçamentária · Contabilidade Geral e Pública · Direito Financeiro · Fluência de Dados.

Chama atenção a presença de Fluência de Dados no bloco comum a todas as áreas — sinal de que a Sefaz quer analistas capazes de trabalhar com dados independentemente da especialidade escolhida. É uma disciplina relativamente nova em edital de planejamento e orçamento, e por isso mesmo um ponto onde a concorrência costuma estar menos preparada.

💡 Onde está a sobreposição que economiza estudo: Contabilidade Geral e Pública, Administração Financeira e Orçamentária e Direito Financeiro aparecem na P1 de todos os candidatos — e são também o núcleo das específicas de duas das três áreas. Para quem escolher Orçamento e Finanças Públicas ou Contabilidade Pública, o mesmo conteúdo pontua duas vezes: em P1, a 1,40 ponto por questão, e em P2, a 3,00. É o melhor retorno por hora estudada do edital inteiro. (Análise nossa.)

A avaliação de títulos

Além das três provas, há avaliação de títulos de caráter classificatório — ela não elimina, mas desempata e sobe posição. São pontuáveis doutorado, mestrado e especialização lato sensu com no mínimo 360 horas.

Como as vagas são poucas — 20 por área —, a diferença entre o 20º e o 25º colocado tende a ser pequena, e é exatamente aí que o título decide. Se você tem pós-graduação, separe a documentação agora: certificado com carga horária explícita, histórico e, quando aplicável, registro da instituição. Documento incompleto não pontua, e não há como recuperar isso depois.

Cronograma e taxa

Etapa Data Prazo
Abertura das inscrições 05/10/2026 amanhã
Isenção e redução da taxa 05 a 09/10/2026 5 dias apenas
Encerramento das inscrições 03/11/2026 30 dias
Pagamento da taxa até 04/11/2026 —
Provas P1, P2 e P3 13/12/2026 70 dias

A taxa é de R$ 150,00. Note que o edital prevê isenção e também redução da taxa — são benefícios distintos, com requisitos próprios, e os dois precisam ser pedidos dentro da mesma janela curta de 5 a 9 de outubro.

💡 São 70 dias até a prova — e isso define a estratégia: dois meses e dez dias não dão para construir base em onze disciplinas de P1 do zero. Com a pontuação que vimos, o caminho racional é escolher a área pelo conteúdo que você já domina, garantir os 240 pontos de específicas e discursiva e tratar P1 como prova de sobrevivência — passar com folga do mínimo, sem buscar excelência nas onze matérias. Quem inverte essa ordem gasta 70 dias nos 31,8% menos valiosos da prova. (Leitura nossa.)

Perguntas frequentes

Esse é o concurso de 200 vagas e R$ 21 mil?
Não. Aquele é o de Auditor Fiscal, com inscrições encerradas em janeiro de 2026 e provas aplicadas em fevereiro e março. Este é o de Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas: 60 vagas, R$ 11.359,50, prova em 13 de dezembro de 2026.

Precisa ser formado em alguma área específica?
Não. A exigência é nível superior em qualquer área de formação, inclusive para a área de Ciência de Dados e TI.

Quantas vagas por área?
20 em cada uma das três: Orçamento e Finanças Públicas, Contabilidade Pública e Ciência de Dados e TI — sendo 19 de ampla concorrência e 1 para pessoa com deficiência em cada.

Qual o salário?
R$ 11.359,50, igual nas três áreas.

Quando posso me inscrever?
De 5 de outubro a 3 de novembro de 2026, com taxa de R$ 150,00. Quem quer isenção ou redução precisa pedir entre 5 e 9 de outubro.

Como é a prova?
Três partes no mesmo dia: 80 questões básicas pela manhã (112 pontos), 40 específicas (120 pontos) e uma discursiva de estudo de caso (120 pontos) à tarde — 352 pontos no total, mais avaliação de títulos classificatória.

Qual a parte que mais vale pontos?
Específicas e discursiva empatam em 120 pontos cada. Juntas, 68,2% da prova. Cada questão específica vale 3,00 pontos contra 1,40 de uma básica.

Dá para passar tirando o mínimo em cada prova?
Não. Os mínimos individuais somam 93 pontos, e há um corte adicional de 116 pontos na soma de P1 e P2 — 23 pontos acima disso.

Qual é a banca?
A Fundação Carlos Chagas (FCC), com enunciados objetivos e forte cobrança de letra de lei. Resolver provas anteriores da própria FCC em concursos fiscais é o treino mais eficiente.

📚 As quatro decisões deste edital

1. Confirme que você está olhando o edital certo: o de 200 vagas e R$ 21 mil já encerrou.
2. Escolha a área pelo conteúdo que você domina, não pelo diploma — são 20 vagas em cada e qualquer graduação serve.
3. Priorize específicas e discursiva: 240 dos 352 pontos.
4. Precisa de isenção ou redução? O prazo é de 5 a 9 de outubro apenas.

70 dias e 352 pontos em disputa

Dois terços da pontuação estão em 40 questões e uma discursiva. A Edital Master tem material atualizado e organizado por disciplina — mais de 65 mil alunos já estudaram com a gente.

Ver materiais na Edital Master →

💬 Qual das três áreas você vai escolher? Conta nos comentários.

Informações conforme o edital de Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, organizado pela Fundação Carlos Chagas, e conferência dos dados do concurso de Auditor Fiscal já realizado em 2026. Confira a íntegra do edital e eventuais retificações no site da banca antes de se inscrever — em caso de divergência, prevalece o texto oficial.

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