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Concurso TRT RS 2026: edital publicado, salário até R$ 18 mil
Concurso TRT RS 2026: edital publicado, salário até R$ 18 mil
Saiu o edital do TRT da 4ª Região (Rio Grande do Sul), pela Fundação Carlos Chagas (FCC). São 23 opções de cargo — 18 de Analista Judiciário e 5 de Técnico Judiciário — com remuneração inicial de R$ 9.776,71 a R$ 18.380,17. As inscrições vão de 26/10/2026 a 25/11/2026 e a prova é em 31/01/2027, em Porto Alegre.
Tem um detalhe que precisa ficar claro logo no começo: o edital não traz nenhuma vaga imediata. Todas as 23 opções são cadastro de reserva. Isso não torna o concurso ruim — tribunais costumam convocar bastante de CR — mas muda completamente a forma de calcular se vale a pena.
E tem outra coisa, que abrimos no edital e ninguém está contando: por causa dos pesos da prova objetiva, é possível ser eliminado com 41 questões certas e ser aprovado com 27. Explicamos a conta no meio do texto.
Leia o edital na íntegra antes de pagar a inscrição. O edital completo e os anexos estão no site da banca.
Edital no site da FCC →Resposta direta: o concurso TRT RS 2026 oferece 23 opções de cargo, todas em cadastro de reserva, organizadas pela FCC. Analista Judiciário recebe R$ 16.040,88 (R$ 18.380,17 para Oficial de Justiça Avaliador Federal, com a GAE) e Técnico Judiciário, R$ 9.776,71 (R$ 11.202,48 para Agente de Polícia Judicial, com a GAS). Todos os cargos exigem nível superior, inclusive os de Técnico. Inscrições de 26/10 a 25/11/2026, com taxa de R$ 110 (Analista) e R$ 90 (Técnico). Prova objetiva e discursiva em 31/01/2027, em Porto Alegre.
Cargos e salários do concurso TRT RS 2026
O edital organiza tudo em dois cargos — Analista Judiciário e Técnico Judiciário — divididos em 23 códigos de opção. A remuneração inicial é a mesma dentro de cada cargo; o que muda são as gratificações de duas funções específicas:
| Cargo | Códigos | Remuneração inicial | Taxa |
|---|---|---|---|
| Analista Judiciário | 01 a 18 | R$ 16.040,88 | R$ 110,00 |
| Analista — Oficial de Justiça Avaliador Federal | — | R$ 18.380,17 (com GAE de R$ 2.339,29) | R$ 110,00 |
| Técnico Judiciário | 19 a 23 | R$ 9.776,71 | R$ 90,00 |
| Técnico — Agente de Polícia Judicial | — | R$ 11.202,48 (com GAS de R$ 1.425,77) | R$ 90,00 |
As 18 opções de Analista: Área Judiciária; Área Judiciária — Oficial de Justiça Avaliador Federal; Área Administrativa; Área Administrativa — Contabilidade; e, em Apoio Especializado, Arquitetura, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Segurança do Trabalho, Estatística, Medicina (Clínico Geral, Cardiologia, do Trabalho e Psiquiatria), Tecnologia da Informação, Biblioteconomia, Comunicação Social, Serviço Social e Psicologia.
As 5 opções de Técnico: Área Administrativa; Área Administrativa — Agente de Polícia Judicial; e, em Apoio Especializado, Enfermagem, Enfermagem do Trabalho e Tecnologia da Informação.
💡 Um achado sobre as duas gratificações. A GAE do Oficial de Justiça vale R$ 2.339,29 sobre R$ 16.040,88, e a GAS do Agente de Polícia Judicial vale R$ 1.425,77 sobre R$ 9.776,71. Valores bem diferentes — mas, em percentual, são exatamente o mesmo: 14,5833% da remuneração-base nos dois casos. O tribunal não fixou um valor por função; fixou um percentual único e aplicou sobre bases distintas.
Técnico Judiciário exige nível superior — e isso muda a conta
Todos os 23 códigos exigem curso superior completo, inclusive os de Técnico. Em Técnico — Área Administrativa e em Agente de Polícia Judicial, basta graduação em qualquer área (no caso do APJ, somada à CNH categoria B ou superior).
Para quem tem diploma e está decidindo entre as duas carreiras, a diferença é grande: o Analista ganha 64,1% a mais que o Técnico. Mas o Técnico tem a disputa concentrada em 5 códigos, contra 18 do Analista. E há um fator que inverte parte dessa distância:
| Cargo | Remuneração | Auxílios fixos | Peso dos auxílios | Total |
|---|---|---|---|---|
| Técnico Judiciário | R$ 9.776,71 | R$ 2.439,90 | 24,96% | R$ 12.216,61 |
| Agente de Polícia Judicial | R$ 11.202,48 | R$ 2.439,90 | 21,78% | R$ 13.642,38 |
| Analista Judiciário | R$ 16.040,88 | R$ 2.439,90 | 15,21% | R$ 18.480,78 |
| Oficial de Justiça Avaliador Federal | R$ 18.380,17 | R$ 2.439,90 | 13,27% | R$ 20.820,07 |
Os R$ 2.439,90 são a soma do auxílio-alimentação (R$ 1.860,51) e do auxílio-saúde (R$ 579,39), iguais para todo mundo. Justamente por serem iguais, pesam 1,64 vez mais no bolso do Técnico do que no do Analista — 24,96% contra 15,21% do salário. Há ainda auxílio pré-escolar (R$ 1.288,47) e auxílio-natalidade (R$ 718,58), que dependem da situação de cada servidor.
A prova tem peso dobrado — e dá para ser eliminado acertando mais
A objetiva tem 60 questões, divididas em dois blocos de 30. Mas eles não valem a mesma coisa:
| Bloco | Disciplinas | Questões | Peso | Pontos |
|---|---|---|---|---|
| Conhecimentos Gerais | Língua Portuguesa; Matemática e Raciocínio Lógico; Noções de Legislação; Noções de Direitos Humanos; Noções de Informática (exceto para TI) | 30 | 1 | 30 |
| Conhecimentos Específicos | Conteúdo do Anexo II, próprio de cada código de opção | 30 | 2 | 60 |
| Total | 60 | 90 |
A nota é a média ponderada em escala de 0 a 10, e a mínima é 6,00 para ampla concorrência (ou 4,80 para as vagas reservadas, exatos 20% a menos). Como Específicos vale o dobro, 30 questões carregam 60 dos 90 pontos ponderados — ou seja, dois terços da nota estão em metade da prova.
Rodamos todos os cenários possíveis de acerto. O resultado:
| Cenário | Gerais | Específicos | Total de acertos | Nota | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| Gabarita Específicos, zera Gerais | 0 | 30 | 30 | 6,67 | Aprovado |
| Gabarita Gerais, zera Específicos | 30 | 0 | 30 | 3,33 | Eliminado |
| Menor nota de aprovação possível | 0 | 27 | 27 | 6,00 | Aprovado |
| Maior número de acertos que ainda reprova | 29 | 12 | 41 | 5,89 | Eliminado |
⚠️ Leia a tabela com atenção. Um candidato com 41 acertos é eliminado e outro com 27 acertos é aprovado — uma diferença de 14 questões na direção errada. A diferença entre os dois não é quantas questões acertaram, é onde acertaram. Quem distribui o esforço igualmente entre Gerais e Específicos está trabalhando contra a própria nota.
✅ A regra prática. Cada questão de Conhecimentos Específicos vale duas de Conhecimentos Gerais. Se você tem uma hora para estudar e precisa escolher, a hora em Específicos rende o dobro. Em números: zerando Gerais, bastam 27 de 30 em Específicos para passar; gabaritando Gerais, bastam 12 de 30. Nenhum dos dois extremos é realista, mas eles mostram para que lado a prova está inclinada.
A discursiva só é corrigida para uma parte dos candidatos
Este é o segundo filtro, e ele é bem mais duro em alguns cargos que em outros. A prova discursiva é feita no mesmo dia por todo mundo, mas só é corrigida para os mais bem classificados na objetiva, dentro destes limites:
| Opção de cargo | Discursivas corrigidas | Tipo |
|---|---|---|
| Analista — Área Judiciária e Técnico — Área Administrativa | 800 | Estudo de caso / Redação |
| Especialidades de Tecnologia da Informação | 400 | Redação |
| Oficial de Justiça Avaliador Federal | 160 | Estudo de caso |
| Agente de Polícia Judicial | 120 | Redação |
| Demais opções | 80 | Redação |
A distância entre o topo e a base é de 10 vezes: 800 correções nas opções mais procuradas contra 80 nas demais. Na prática, quem escolhe uma especialidade de nicho precisa estar entre os 80 melhores da objetiva para que a redação sequer seja lida. Todos os candidatos inscritos nas vagas reservadas que forem habilitados também têm a discursiva corrigida, além desses limites.
A nota mínima na discursiva é a mesma da objetiva: 6,00 (ou 4,80 para cotistas), em texto de 20 a 30 linhas. Para Analista — Área Judiciária e para Oficial de Justiça, é estudo de caso; para os demais cargos, redação.
Cadastro de reserva não é vaga zero — mas também não é o que circulou
Antes do edital, circularam matérias falando em 346 cargos no TRT da 4ª Região. Vale entender de onde veio esse número, porque ele não é o que muita gente entendeu.
Os 346 vinham do portal da transparência do tribunal e se referiam a cargos vagos no quadro — postos sem ocupante —, não a vagas oferecidas em edital. E a própria tabela que sustentava esse número trazia 88 cargos de Analista e 256 de Técnico, que somam 344, não 346. A diferença de duas unidades nunca foi explicada.
Agora que o edital saiu, o quadro real é outro: nenhuma vaga imediata, 23 opções em cadastro de reserva.
💡 Como ler um edital só de cadastro de reserva. Cargo vago no quadro não vira vaga automaticamente: depende de orçamento e de autorização. Mas também não é ficção — ele é a razão de o concurso existir. O ponto de atenção é outro: num edital de CR, sua posição na lista é tudo. Não existe "entrei nas vagas". Existe ser chamado antes de a validade acabar — dois anos a contar da homologação, prorrogáveis uma vez por igual período. Por isso o cálculo da seção anterior importa tanto: não basta passar, é preciso passar bem colocado.
Um detalhe que ajuda a dimensionar: nos cargos vagos levantados antes do edital, 74,4% eram de Técnico (256 de 344) — quase 3 vezes o número de Analista. Já o edital traz 18 opções de Analista contra 5 de Técnico. São coisas diferentes (opções de cargo não são vagas), mas sugere onde a necessidade do tribunal está concentrada.
Calendário completo e quanto tempo você tem
| Etapa | Data |
|---|---|
| Inscrições | 26/10/2026 (10h) a 25/11/2026 (23h59) |
| Pedido de isenção da taxa | 26/10 a 30/10/2026 (resultado a partir de 10/11) |
| Último dia de pagamento | 26/11/2026 |
| Convocação para as provas | 11/01/2027 |
| Provas objetiva e discursiva | 31/01/2027, em Porto Alegre (Técnico de manhã, Analista à tarde, 4 horas) |
| Gabarito da objetiva | 01/02/2027 |
| Resultado preliminar das provas | 23/03/2027 |
| Teste de aptidão física (Agente de Polícia Judicial) | 08 e 09/05/2027, em Porto Alegre |
| Resultado final | 05/07/2027 (30/07/2027 para Agente de Polícia Judicial) |
Contando a partir da abertura das inscrições, são 97 dias até a prova — pouco mais de três meses. A janela de inscrição dura 30 dias, e o ciclo completo, da abertura ao resultado final, leva 252 dias.
✅ O que fazer com 97 dias. É tempo curto para começar do zero em Direito, mas suficiente para virar o jogo em Conhecimentos Específicos, que vale o dobro. Se você já tem base jurídica, o retorno está em aprofundar o Anexo II do seu código de opção. Se está começando, a decisão mais racional é escolher agora um código com Específicos mais acessível ao seu perfil — a nota ponderada premia profundidade em um assunto, não superfície em muitos.
Cotas: 42% das vagas que vierem a ser providas
O TRT 4 aplica cinco reservas distintas, que somam 42%, com as regras de intervalo previstas no edital:
| Reserva | Percentual | A partir de |
|---|---|---|
| Pessoas pretas e pardas | 25% | 2ª vaga, e a cada 4 |
| Pessoas com deficiência | 10% | 5ª vaga, e a cada 10 |
| Pessoas indígenas | 3% | 17ª vaga |
| Pessoas quilombolas | 2% | 27ª vaga, e a cada 50 |
| Pessoas trans | 2% | conforme o edital |
Para quem concorre por alguma dessas reservas, há dois efeitos práticos: a nota mínima cai de 6,00 para 4,80, tanto na objetiva quanto na discursiva, e a discursiva é corrigida para todos os habilitados, sem o limite de 800, 400, 160, 120 ou 80 aplicado à ampla concorrência.
Perguntas frequentes sobre o concurso TRT RS 2026
Quantas vagas tem o concurso TRT RS 2026?
Nenhuma vaga imediata. O edital oferece 23 opções de cargo, todas em cadastro de reserva. As convocações dependem das vagas que vierem a ser providas durante a validade.
Qual é a banca do concurso TRT RS?
A Fundação Carlos Chagas (FCC). As inscrições são feitas pelo site concursosfcc.com.br.
Qual o salário do TRT RS?
Analista Judiciário: R$ 16.040,88, chegando a R$ 18.380,17 no Oficial de Justiça Avaliador Federal. Técnico Judiciário: R$ 9.776,71, chegando a R$ 11.202,48 no Agente de Polícia Judicial. Somam-se auxílio-alimentação de R$ 1.860,51 e auxílio-saúde de R$ 579,39 para todos.
Precisa de curso superior para Técnico Judiciário?
Sim. Todos os 23 códigos exigem nível superior. Em Técnico — Área Administrativa, basta graduação em qualquer área.
Quando é a prova do TRT RS?
31/01/2027, em Porto Alegre. Técnico faz pela manhã e Analista à tarde, com 4 horas de duração para objetiva e discursiva juntas.
Qual é a nota de corte?
Média ponderada de 6,00 em escala de 0 a 10, na objetiva e na discursiva. Para as vagas reservadas, 4,80. Como Conhecimentos Específicos tem peso 2, a nota depende muito mais de onde você acerta do que de quantas questões acerta.
Vale a pena fazer um concurso só de cadastro de reserva?
Depende do seu objetivo. Tribunais convocam de CR com frequência, mas não há garantia nem prazo. A validade é de 2 anos a partir da homologação, prorrogável uma vez por igual período. Num edital assim, ficar bem colocado importa mais do que simplesmente ser aprovado.
Quanto custa a inscrição?
R$ 110,00 para Analista e R$ 90,00 para Técnico. Os pedidos de isenção vão de 26/10 a 30/10/2026.
Específicos vale o dobro. Estude na proporção certa.
São 97 dias até a prova. Material de Português, Raciocínio Lógico e das disciplinas jurídicas, com questões comentadas para treinar no formato da banca.
Ver disciplinas isoladas →Cadernos de questões comentadas · Cursos online
💬 Vai se inscrever no TRT RS? Conta aqui qual código de opção você escolheu — e a gente prepara o conteúdo dessa área.
Informações conforme o edital do concurso público do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, organizado pela Fundação Carlos Chagas, publicado em outubro de 2026, e a Resolução Administrativa TRT4 nº 12/2026. Os valores de remuneração referem-se a vencimento básico somado à GAJ, Classe A, Padrão 01. Confira sempre o edital e seus anexos no site da banca antes de se inscrever.
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